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Na raiz da campanha pró-aborto está a Organização das Nações Unidas (ONU) e uma série de instituições que apóiam e promovem as ações de uma legião de grupos militantes disfarçados de ONGs.
No Brasil o ponto de partida deste grande movimento se deu com a ONG “Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação” (CEPIA) em 1990. Desde sua criação, “a CEPIA tem recebido apoio de diversas instituições, dentre as quais estão a Fundação Ford, a Fundação MacArthur, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), a Unicef, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), a Comissão Européia, o Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Global Fund for Women e a OAK Foundation”.
O médico José Barzelatto, um dos expoentes desse movimento, trabalhou na Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra de 1975 até 1989. De 1989 a 1996 atuou como Diretor do Programa de Saúde Reprodutiva e População da Fundação Ford, em Nova Iorque. Desde 1997, é Vice-Presidente da ONG norte-americana CENTER FOR HEALTH & SOCIAL POLICY (CHSP), esta ONG "se propõe" a "contribuir" com a “justiça social” e a “saúde no mundo” (muitas aspas). Desde Outubro de 2000 Barzelatto é Presidente do Fórum da Sociedade Civil das Américas.
Em 1997, a CEPIA e o CHSP, juntamente com 26 lideranças de ONGs de 13 países do continente, fundaram o Fórum da Sociedade Civil nas Américas. O Fórum, cuja secretaria é exercida pela CEPIA, tem por missão promover a coordenação das ONGs da região e estabelecer estratégias conjuntas comuns. Em setembro de 2003, a socióloga Maria José Rosado, fundadora e coordenadora do grupo militante abortista “Católicas pelo Direito de Decidir”, realizou uma apresentação no Fórum da Sociedade Civil das Américas, organizado pela CEPIA e CFÊMEA, no Rio de janeiro. O texto baseado nesta apresentação, que não passa da mais cínica aplicação do duplipensar orwelliano, foi publicado no site do PT em setembro de 2006 com o título “Pensando eticamente sobre concepção, anticoncepção e aborto”. O tema tratava sobre os “Novos desafios da responsabilidade política”. Considerações sobre a questão do aborto
A embriologia restringia seu campo de ação ao estudo dos fenômenos e processos da vida intra-uterina sem preocupar-se com o que ocorria depois do nascimento.
O aprofundamento da investigação do desenvolvimento embrionário e fetal ocasionou uma mudança no enfoque da ciência trazendo, nos últimos anos do século XX, a Biologia do Desenvolvimento à posição que ela ocupou no início daquele século.
O desenvolvimento humano é um processo contínuo e prolonga-se durante toda a vida. O aborto, a morte do concepto ou, ainda, a cessação definitiva da vida humana pode ocorrer de forma espontânea ou provocada. Recebe uma classificação de acordo com a idade do concepto. O micro-aborto ocorre antes da 4ª semana de gestação. O aborto precoce entre a 4ª e 12ª semanas e o tardio entre a 12ª e 24ª semanas. (ROMERO, MEC. Et al. Embriologia. Biologia do Desenvolvimento. 1. ed. São Paulo: Editora Iátria. 2005. 190p)
A questão do aborto envolve múltiplos fatores éticos, sociais, científicos, políticos, econômicos, culturais e religiosos.
Muito se tem investido numa controvérsia artificial entre a religião cristã e a ciência na questão do aborto. Segundo o dicionário Houaiss, o homicídio é a “destruição da vida de um ser humano, provocada por ato voluntário (ação ou omissão) ou involuntário; crime que consiste em tirar a vida de outrem; assassinato”. Para o Cristianismo o aborto é homicídio desde o instante da concepção.
Essa visão dos cristãos, porém, se consolidou com base nas evidências científicas apresentadas pela primeira vez em 1827 por Karl Ernst von Baer o "pai da Embriologia moderna". Baer “descreveu os estágios correspondentes do desenvolvimento do embrião” nas suas obras Ueber Entwicklungsgeschiechteb der Tiere e Beabachtung and Reflexion.
Matthias Jakob Schleiden (botânico alemão) e Teodhor Schwann (naturalista alemão), ao formularem a Teoria Celular, “foram responsáveis por grandes avanços da Embriologia em 1839”.
Foi “com base nestas evidências experimentais, [que] o Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano, em 1869. Não se trata, portanto, de um dogma religioso, mas da aceitação de um fato cientificamente comprovado. Para não dizer que se trata de conceitos ultrapassados, pode-se verificar que TODOS os textos de Embriologia Humana consultados, nas suas últimas edições, afirmam que o desenvolvimento humano se inicia quando o ovócito é fertilizado pelo espermatozóide.” (cf. A origem da vida do ser humano e o aborto)
Num outro extremo o completo desprezo pela vida se manifesta na repugnante barbárie criminosa do tráfico de órgãos humanos. Órgãos de bebês abortados depois das 24 semanas de gestação podem ser utilizados. Os criminosos têm ligações com clínicas de aborto que entregam esses bebês ou os órgãos necessários aos compradores. Quanto maiores e mais desenvolvidos os órgãos, mais caros são. (Um bebê com apenas 24 semanas é perfeitamente viável. Na Santa Casa de Franca um bebê prematuro nasceu com 24 semanas em 17 de julho de 2008).
Não menos repugnantes ainda são as redes de clínicas abortistas, como a International Planned Parenthood Federation (IPPF), conhecida como “A multinacional da morte”, com filiais em 180 países (no Brasil, com o nome de Bemfam).
A IPPF financia inúmeras ONGs “sem fins lucrativos” pelo mundo, como as “Católicas pelo Direito de Decidir”, cujos reais propósitos se resumem em aplainar o caminho para sua lucrativa indústria do aborto. Na Espanha clínicas abortistas chegavam a cobrar entre três e seis mil euros para garantir “os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres”. Atualmente no Brasil o aborto é crime. Em dois casos o médico e a mulher não são penalizados: malformação dos fetos e/ou com risco a vida da gestante e quando a gravidez é resultante de estupros. Apesar disso, algumas minorias bem organizadas pretendem legalizar o aborto no Brasil. Do reino das sombras à realidade política ou “A face pública do mal”
As forças radicais abortistas mais expressivas na defesa da legalização do aborto no Brasil estão sob a orientação das “Católicas pelo Direito de Decidir” e coordenação das feministas do Partido dos Trabalhadores (PT). Os dois grupos promovem o "dia de luta pela descriminalização do aborto” (28 de setembro) e propõem a legalização do aborto através das "Jornadas Brasileiras pelo aborto legal e seguro". Por mais estranho e psicótico que à primeira vista possa parecer, as feministas do PT enxergam uma “correlação intrínseca entre feminismo e socialismo”. Este grupo fundamentalista do abortismo está trabalhando para expulsar até mesmo as pouquíssimas vozes que se levantaram contra o aborto dentro do partido.
O PT, “fechou posição quanto à legalização do aborto ao longo do debate interno para a Constituinte, em 1987”. Dentro do PT, “a defesa do direito ao aborto legal e seguro é uma bandeira histórica do movimento de mulheres, e portanto, das mulheres petistas, organizadas no setorial nos diversos níveis, e dos movimentos sociais. A CUT, particularmente, aprovou no seu 3º Congresso, em 1991, a defesa da legalização do aborto”.
Ademais, “ao reafirmar o socialismo petista [no III Congresso], o PT se reconcilia também com sua formulação da correlação intrínseca entre feminismo e socialismo. O PT, desde sua fundação, incorporou o feminismo como elemento fundamental de transformação da sociedade, isto porque a luta feminista desafia as estruturas do capitalismo, que oprime as mulheres nas diversas dimensões da vida social, política, econômica e cultural”. Socialismo e aborto?
Quando falamos do extermínio deliberado de seres humanos nunca podemos esquecer dos regimes socialistas. O comunismo e o nacional-socialismo, as duas formas mais abomináveis de regimes tiranos e totalitários que o mundo jamais conheceu, foram, não por acaso, os primeiros sistemas políticos do mundo a legalizar a morte de humanos em processo de desenvolvimento.
Quão pouco sérias são as alegações sobre os “direitos sexuais e reprodutivos das mulheres”, a “igualdade de gênero” e a “defesa da autonomia das mulheres”. Não devemos nos deixar induzir em erro por esse palavreado estéril e por essa névoa verbal politicamente-correta. Os discursos destes grupos feministas pouco ou nada diferem dos velhos discursos de Lênin, o arauto do totalitarismo.
Num discurso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em março de 1920, Lênin afirmou: “o capitalismo uniu uma igualdade puramente formal à desigualdade econômica e, por conseqüência, social. E uma das manifestações mais gritantes dessa inconseqüência é a desigualdade da mulher e do homem. Nenhum Estado burguês [...] reconhece a inteira igualdade dos direitos do homem e da mulher. A República dos Sovietes, pelo contrário, destruiu de um só golpe, sem exceção, todos os traços jurídicos da inferioridade da mulher e também de um só golpe assegurou a ela, por lei, a igualdade mais completa”.
Por meio da ação política do Zhenotdel, o departamento feminista revolucionário do Partido Bolchevique, as mulheres russas “conquistaram o direito ao aborto legal e gratuito nos hospitais do Estado”. A URSS foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto em 8 de novembro de 1920.
Hoje temos muitas informações sobre a cooperação dos Soviéticos com o Terceiro Reich. No documentário The Soviet Story, o diretor Letão Edvins Snore mostra como a União Soviética ajudou a Alemanha nazista promover o Holocausto.
Pouco tempo depois de os nazistas tomarem o poder, em 30 de janeiro de 1933, “a Lei de Prevenção de Doenças Hereditárias foi votada, precisamente em 14 de julho de 1933, entrando em vigor em 1º de janeiro de 1934”. Esta lei permitiu “a interrupção da gravidez” de mulheres consideradas de “má hereditariedade” ("não-arianas" ou portadoras de deficiência física ou mental). A Alemanha Nacional-Socialista foi a segunda nação moderna a legalizar o aborto.
Os primeiros que legalizaram o aborto na Polônia foram os nacional-socialistas, em março de 1943. Eles queriam eliminar os poloneses com o aborto. Depois chegaram os comunistas e, com a promulgação da lei do aborto em 27 de abril de 1956, começou sua ditadura. Onde quer que se encontre, a militância abortista persegue seus fins pela fraude, a falsificação de estatísticas e pesquisas e a manipulação de informações (cf. o discurso do Dr. Bernard Nathanson). Aproveitam qualquer ocasião para propagar suas velhas frases e slogans que não passam de uma reedição do palavreado leninista.
A história do aborto é a história de seres humanos que, com a cumplicidade de médicos, juristas e políticos, utilizam argumentos econômicos e pseudocientíficos para justificar e legalizar o extermínio de outros seres humanos. |