Quarta, 16 de Abril de 2014
Home Artigos Brasil VERDADES SOBRE AS CAMPANHAS DE LIBERAÇÃO DAS DROGAS
VERDADES SOBRE AS CAMPANHAS DE LIBERAÇÃO DAS DROGAS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Movimento Viva Brasil   
Domingo, 08 de Novembro de 2009 00:00

A imagem abaixo é emblemática. A primeira coisa que chama a atenção são as duas matérias centrais. A esquerda, sobre o controle de armas e a direita sobre a legalização das drogas. Não se deixem enganar pelos títulos, que em ambos os casos mascaram a realidade contida no corpo das matérias, sem nenhuma sutileza. Quando falam em controle de armas, estão falando em proibição de armas para o cidadão honesto e quando falam em fracasso da proibição das drogas falam na liberação das mesmas.

Ao lado esquerdo, em um pequeno menu chamado de “Temas” há mais indicativos do que querem e o tratamento diferenciado para drogas e armas. Vejam, mais uma vez falam em controle de armas e política de drogas, ou seja, mais uma vez defendem a proibição de armas e a liberação das drogas. Tudo uma questão de semântica ou o uso do que seria chamada de novilíngua por George Orwell em sua obra literária “1984”.

1984 É HOJE!

Para quem não conhece essa magnífica obra, Novilíngua é um idioma fictício criado por um governo hiperautoritário.
 
A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela "condensação" e "remoção" delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passaria a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que idéias indesejáveis viessem a surgir.

Outro termo criado nesta obra e plenamente aplicável é o “duplipensar”. Nas palavras do autor:

“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar”.

O PAPEL DO GOVERNO - ARMAS NÃO, DROGAS SIM
 
Reparem ainda nos logos na parte superior. Mostram o apoio do Governo Federal com a participação ativa no PRONASCI - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania. Não resta dúvida então, da concordância com a linha de atuação, com a linha ideológica. O Ministério da Justiça, representando aqui o Governo Federal já deixou clara sua idéia de desarmar os honestos e agora apóia sem maiores pudores a liberação das drogas.
 
Não obstante, encaminhou ainda para o Congresso um Projeto de Lei que livrará da cadeia o chamado “pequeno traficante”. De acordo com a nova proposta, quem for flagrado pela polícia vendendo pequena quantidade, estiver desarmado e não tiver ligação comprovada com o crime organizado será condenado a penas alternativas.
 
O que é pequena quantidade? 100 gramas, meio quilo? E o que seria “não tiver ligação comprovada com o crime organizado”? Se ele não planta maconha da sua casa, não refina cocaína, e não produz ecstasy, como ele não teria ligação com o crime organizado internacional? Qual seria a pena alternativa? Trabalhar em clinicas para viciados? Talvez em escolas?
 
E o fato de estar ou não armado? Qual a preocupação? Que ele mate outro “pequeno traficante” para garantir sua “pequena boca de fumo”? Ou que ele acabe matando um viciado que lhe deve, tirando assim um cliente deste lucrativo mercado?
Quantas perguntas...

E POR FALAR EM LUCRATIVO

A ONG Viva Rio, velha conhecida ONG desarmamentista e financiada por empresas, fundações, governos estrangeiros e pelo governo Federal, Estadual e Municipal, com o nosso dinheiro, apresenta uma longa lista e ao verificá-la um nome chama a atenção: George Soros.

George Soros é um conhecido mega especulador baseado nos EUA. Dono de uma das maiores fortunas do mundo é hoje o maior financiador pela legalização das drogas, utilizando o falso discurso de que já que não conseguimos combater é necessário legalizar para diminuir o consumo.
 
Perceberam a lógica transversa por trás disto? Ou seja, na fala deste senhor, como bem exemplificou Olavo de Carvalho em seu texto “Pensando com a cabeça de George Soros”: “Se o senhor Soros já existisse no tempo da Revolução Russa, Lênin e Stalin não precisariam ter matado tantos cristãos para erradicar o cristianismo: bastaria que pusessem à venda milhões de Bíblias a preço de banana, na Praça Vermelha, como o senhor Soros sugere fazer com a cocaína colombiana na Praça XV do Rio de Janeiro. Hitler poderia copiar a fórmula, imprimindo exemplares da Torá bem baratinhos, e logo não sobraria um só judeu na Alemanha. Quanto sangue correu porque o mundo não conhecia a sabedoria de George Soros!”

Mas como pode alguém que já chegou a ganhar um bilhão de dólares em um único dia ser tão ignorante? Não, não há um só pingo de ignorância neste homem, o que há na realidade é um balde de má fé e total ausência de escrúpulos. Explico abaixo.

MERCADO INEXPLORADO E BILIONÁRIO – OS NARCODÓLARES

Para investidores ou especuladores como George Soros, a palavra mercado inexplorado soa como a mais bela sinfonia. Saltam dos olhos, como nos desenhos animados, os cifrões.

Com uma movimentação beirando os 350 bilhões de dólares, segundo a ONU, o mercado ilegal de drogas é hoje o único filão ainda não oficialmente explorado. Com a liberação mundial das drogas, podemos ter certeza que chegaríamos fácil no montante de 1 trilhão de dólares. Tão certo disso está o Sr. Soros que já adquiriu terras na Bolívia.
Fica claro então, que da mesma forma que o desarmamento nada tem a ver com o controle de criminalidade e violência, a liberação da droga também não tem nenhuma ligação com a proteção da sociedade.
 
E não pense que é só a iniciativa privada que está de olho neste inesgotável mercado de baixa ética e grande lucratividade. O grandalhão-governador-canastrão Arnold Schwarzenegger, já vislumbrou essa possibilidade e sem maiores delongas, através do deputado democrata Ammiano, pretende estatizar a venda da maconha e recolher por ano aproximadamente U$ 1,3 bilhão.

DIREITO INDIVIDUAL VERSUS DIREITO COLETIVO

Aliás, sempre que se fala em desarmamento e liberação das drogas, cita-se a questão do bem comum, ou seja, o meu direito de ter uma arma registrada, legalizada para defender minha família valeria menos que o suposto direito comum que a sociedade teria em não conviver com alguém armado. Sobre isso cito o ensaio What Is Capitalism de Ayn Rand, com tradução de Reinado de Azevedo:

"Quando, numa sociedade, o 'bem comum' é considerado algo à parte e acima do bem individual, de cada um de seus membros, isso significa que o bem de alguns homens tem precedência sobre o bem de outros, que são relegados, então, à condição de animais prontos para o sacrifício. Presume-se, nesse caso, implicitamente, que o 'bem comum' significa o 'bem da maioria' tomado como algo contrário à minoria ou ao indivíduo. Observe-se ser esta uma suposição implícita, já que até mesmo as mentalidades mais coletivistas parecem perceber a impossibilidade de justificá-la moralmente. Mas o 'bem da maioria' é nada mais do que uma farsa e uma fraude: porque, de fato, a violação dos direitos de um indivíduo significa a abolição de todos os direitos. Isso submete a maioria desamparada ao poder de qualquer gangue que se autoproclame a 'voz da sociedade', que passa a subjugá-la por meio da força física, até ser deposta por outra gangue que empregue os mesmos métodos.”

Perguntarão os mal intencionados: E o uso de drogas não é um direito individual? Você pode ter uma arma e eu não posso cheirar uma carreirinha “socialmente”?

Não, não pode. Como não sou especialista recorro ao ótimo artigo “O direito de não usar drogas” do Prof. Ronaldo Laranjeira, professor titular de Psiquiatria da Unifesp, é coordenador do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad) do CNPq:

“A defesa do direito ao uso de drogas é uma visão por demais simplista e não leva em consideração a complexidade do uso de substâncias, em particular as modificações que o uso de drogas provoca no sistema nervoso central. Parte-se do princípio de que todos os usuários de drogas teriam plenas capacidades de decidir sobre o seu consumo. Não podemos afirmar que todos os que usam drogas estejam comprometidos quanto ao seu julgamento, mas podemos argumentar que uma parte significativa dos usuários apresenta diminuição de sua capacidade de tomar decisões.

As drogas que produzem dependência alteram a capacidade de escolher quando, quanto e onde usar. É ilusório pensar que um dependente químico tenha total liberdade sobre o seu comportamento e possa decidir plenamente sobre a interrupção do uso. É por isso que os dependentes persistem no comportamento, com grandes prejuízos individuais, para sua família e para a sociedade.”

Ou seja, a premissa da liberdade individual se perde com o simples fato que possuir uma arma não me torna menos consciente de minhas atitudes e atos, ao contrário das drogas. Quem usa drogas perde parcial ou totalmente a capacidade de usar mais ou parar de usar.

QUEM CHEIRA MATA
 
Com esse título na capa, a revista Veja, traz novamente à baila a discussão sobre o papel do usuário de drogas e a criminalidade.
 
Na realidade isso não é nenhuma nova constatação. A lógica é simples como 2 mais 2 são 4. A grande virtude vem da coragem de colocar o dedo na ferida.

Assim que vi a capa, imediatamente me lembrei de um antigo comercial anti-drogas veiculado pela ONG Associação Parceria Contra as Drogas há muitos anos atrás. O comercial gerou um tremendo impacto e, óbvio, não ficou muito tempo no ar.
 
Chamado “Rewind” ele inicia com um jovem vendo a mãe ser assassinada por um criminoso, o filme como o nome indica vai voltando e acaba com o mesmo jovem comprando maconha na favela.
 
Quem também levantou essa questão, com muito mais crueza, foi o filme “Tropa de Elite” no diálogo entre o capitão Nascimento e um drogado, reproduzo abaixo para quem não lembra:

Cap. Nascimento - Quem matou esse cara?
Cap. Nascimento - Quem matou?
Drogado - Eu não sei!
Cap. Nascimento - Sabe sim! Quem matou?
Cap. Nascimento - Pode falar.
Drogado - Foi um de vocês aí.
Cap. Nascimento - Um de vocês o ca*****. Quem matou esse cara foi você. É você que financia essa m*** aqui. Maconheiro de m****"


Quem fuma o seu baseado, quem ingere o seu ecstasy, quem toma o seu ácido, aceitando ou não financia o crime, gera mais crime.
 
Mata inocentes, mata policiais, derruba he
licópteros, não há como escapar disso.
 
CAMPANHAS ANTI-DROGAS
 
Você já parou para pensar que não existe campanha anti-drogas? Se a imprensa e o governo tivessem usado todo o dinheiro e energia gastos em campanhas inócuas de desarmamento, de entrega voluntária de armas, de manifestações “pela paz”, em uma campanha anti-drogas, tenho certeza que o proveito teria sido bem maior, que muitas vidas teriam sido salvas, que famílias não teriam sido destruídas. Parece que esse tipo de campanha não interessa e não interessa mesmo.
 
Veja a questão da já citada Associação Parceria Contra as Drogas, entrem no site e constatem o que já constatamos... Não há o apoio do Governo Federal, da Fundação Ford, da Coca-Cola, do Ministério do Esporte, da prefeitura ou de governos estrangeiros... Ao contrário, todas as citadas acima e muitas outras apoiam com orgulho uma ONG que quer um mundo de viciados. Que venham os narcodólares!

CONCLUSÃO
 
Liberar ou descriminalizar as drogas será realmente oficializar o verdadeiro império global do narcotráfico, anistiando assim os milhares de homicídios, sequestros, assaltos e tantos outros crimes cometidos para sua perpetuação.
 
Será elevar exponencialmente o número de drogados, criando hordas de zumbis químicos que cometerão mais crimes para assim sustentar o seu vício, agora legalizado.
 
Esse deve ser um dos motivos para desarmar o cidadão honesto, já imaginaram como isso atrapalharia o faturamento?
 
Quando eu tinha 8 anos pedi uma espingarda de chumbinho para meu pai, ganhei. Com 10 anos minha filha também ganhou uma e hoje já é campeã de tiro, quem sabe estará nas olimpíadas do Rio de Janeiro?
 
Se fosse por todo esse pessoal acima, muito melhor seria que ambos tivéssemos pedido um cigarro de maconha, um papelote de cocaína ou uma pedra de crack, aí quem sabe estaríamos também nas olimpíadas assaltando os turistas...

PARA SABER MAIS
 
MVB RECOMENDA: ESTUDOS DO PROF. RONALDO LARANJEIRA
 
Artigo: Pensando com a cabeça de George Soros
 
Artigo: O direito de não usar drogas
 
Artigo: George Soros - O bilionário que sustenta a esquerda
 
Notícia: Fernando Henrique - Pai do desarmamento no Brasil
 
Notícia: Fernando Henrique - Mãe da liberação de Drogas
 
Site: Associação Parceria Contra as Drogas
 
Livro: 1984



Fonte:

 

Newsletter

Cadastre-se gratuitamente para receber em seu e-mail nosso boletim informativo com as atualizações do site.




Publicidade


Camisetas
Camisetas VanguardaPopular ©

Seminário de Filosofia
Cursos, aulas, conferências e escritos do filósofo Olavo de Carvalho.

Em Busca de Sentido
Viktor Frankl - Redescobrindo o sentido da vida.

Os fundamentos econômicos da liberdade
Ludwig von Mises apresenta os fundamentos econômicos da liberdade.

Armas e Liberdade
O desarmamento é uma daquelas idéias que, na superfície, parecem fazer sentido.