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Considerações sobre o desarmamento no Brasil PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wellington Moraes   
Sábado, 13 de Dezembro de 2008 12:22

"Uma arma de fogo não pode ferir ninguém, a menos que exista um ser humano para puxar o gatilho. Dez milhões de armas seriam inofensivas, a não ser que algum humano seja motivado pelo ódio, ganância ou preconceito. Assim, essa controvérsia sobre armas transforma-se num problema espiritual. Embora leis restritivas sobre armas possam ter algum efeito em mostrar ao mundo que estamos preocupados com o problema da violência, esta é, realmente, relacionada com o coração e a consciência humana. Se os homens tiverem o desejo de matar e mutilar, eles acharão um jeito, com ou sem armas" (Reverendo Billy Graham, 1968)

O Alto Comissário do Povo para a Justiça, Tarso Genro, é um cidadão preocupado com a segurança da sua amada família. Não é por acaso que ele possui duas armas registradas em seu nome: um revólver e uma pistola. Ele sabe que assaltantes, assassinos e estupradores não se importam com o que está escrito no código penal. Sabe também que no seu estado, o Rio Grande do Sul, os homicídios aumentam a cada ano, mesmo após a entrada em vigor da lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento (v. Relatório de Homicídios no Brasil - Ministério da Saúde – MS - SVS. 2007).

No entanto, ao mesmo tempo em que demonstra tamanha sensatez no âmbito familiar, nosso Comissário parece não se importar com a segurança do resto da população. Bem protegido com suas armas, Tarso Genro tem promovido uma intensa campanha para o desarmamento civil mesmo após o sonoro NÃO recebido no Referendo em 2005.

Nossos amigos marxistas devem estar desconfiados. Tarso, marxista-leninista e autor do livro “Lênin Coração e Mente”, não se lembra mais das recomendações de Marx e Engels sobre o “armamento de todo o proletariado, com fuzis, carabinas, canhões e munições”. Por que ele estaria desarmando o povo? Terá ele se tornado um inimigo do povo ao assumir o poder? Ou será que ele sempre foi um vendido para o capital especulativo internacional e só usou seus companheiros de ideologia como massa de manobra?

O certo é que o governo desrespeita todos os dias a vontade dos brasileiros e, definitivamente, nos toma por idiotas. Não existe no Brasil maior promotor da exploração e desrespeito do que ele. Além da arrecadação bilionária de tributos em troca de absolutamente nada, temos ainda que vê-lo gastar sem cerimônia e com a maior cara de pau do mundo o suado dinheiro da população, recolhido através de impostos, taxas e contribuições sem fim, contra os interesses dela mesma.

O Governo Federal tem tentado ludibriar a população apresentando o resultado de suas políticas fracassadas como vitórias triunfais. A principal artimanha utilizada atualmente é tirar conclusões com base somente nos números totais (ou variação dos números absolutos) de homicídios. Evita qualquer conclusão que envolva os números totais separados ou discriminados por estado (v. A Farsa do Desarmamento no Brasil ).

Por que, então, o governo não para com essa palhaçada de uma vez? Porque o Estatuto do Desarmamento é a  exata aplicação no Brasil das diretrizes da ONU, aquela organização totalitária dos petralhas globais.

O Estatuto do Desarmamento não foi promulgado para proteger os brasileiros. Muito pelo contrário, ele é o instrumento perfeito para subjugar a população e guiá-la, a força se necessário, pelo Caminho da Servidão. É uma norma ditada pela ONU, faz parte de um plano maior que pretende desarmar a população civil mundial. "O Brasil vem se destacando no cenário mundial na tomada de medidas relativas à implantação do Programa de Ação da Organização das Nações Unidas." (cf. Monografia Armas)

A derrota no referendo em 2005 não significou nada. A população não quer ser desarmada? E daí? A ONU mandou desarmar todo mundo, então pronto, fique quieto, entregue sua arma e ponto final.

“Os planos do governo mundial estão expostos desde 1995 no documento “Our Global Neighborhood,” publicado por uma “Comissão de Governança Global”, que prega abertamente “a subordinação da soberania nacional ao transnacionalismo democrático”. Esses planos incluem: 1. Imposto mundial. 2. Exército mundial sob o comando do secretário-geral da ONU. 3. Legislações uniformes sobre direitos humanos, imigração, armas, drogas etc. (sendo previsível a proibição dos cigarros e a liberação da maconha). 4. Tribunal Penal Internacional, com jurisdição sobre os governos de todos os países. 5. Assembléia mundial, eleita por voto direto, passando por cima de todos os Estados Nacionais. 6. Código penal cultural, punindo as culturas nacionais que não se enquadrem na uniformidade planetária “politicamente correta”.

É o Estado policial global, a total liquidação das soberanias nacionais. E não são meros “planos”: com os Estados Unidos da Europa, tudo isso entra em vigor imediatamente no Velho Continente, da noite para o dia, sem consulta popular, sem debates, sem oposição, anunciando para prazo brevíssimo a extensão das mesmas medidas para o globo terrestre inteiro pelo mesmo método rápido da transição hipnótica”. (Olavo de Carvalho, Golpe de estado no mundo)

Na excelente entrevista concedida ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara, o presidente do Movimento Viva Brasil, prof. Bene Barbosa, afirmou que as origens do atual lobby antiarmas é promovido pela ONU desde a década de 1950. Explica também que a ONU considera as armas em posse da população civil – caçadores, atiradores e cidadãos armados – uma ameaça para as futuras intervenções das tropas da ONU.

A ONU está trabalhando para implantar o totalitarismo mundial. O projeto e os objetivos estão expostos em linhas gerais no documento “Our Global Neighborhood”. (Para ver uma outra análise sobre este documento clique aqui)

Um ponto do documento não mencionado pelo professor Olavo de Carvalho na citação inicial é o apoio explícito e efetivo “para incentivar [as iniciativas d]o desarmamento dos civis” em todo o mundo. (Confira o capítulo Promoting Security ; Último parágrafo).

A ONU utiliza uma técnica de autopromoção através de Organizações Não Governamentais. As ONGs recebem a denominação “Agentes de Mudança na Sociedade Civil” nos seus documentos. A própria ONU com o apoio de Fundações bilionárias pró-Governo Mundial, como a Fundação Ford, financiam milhares de ONGs pelo mundo e estas, por sua vez, têm a missão de promover “uma cultura da não-violência” cuja finalidade real é desarmar a população.

As ONGs e entidades da Rede Desarma Brasil - entre as quais Sou da Paz, Viva Rio, Paz pela Paz e não Violência -  não estão preocupadas em promover a segurança dos brasileiros. O mais engraçado é que a sua função está explicita em sua própria denominação. Querem desarmar o Brasil, o povo brasileiro. Custe o que custar. A segurança é só um pretexto, uma desculpa.

Caro leitor, a palavra “democracia” não possui o mesmo significado para você e a ONU. Para ela esse termo possui o mesmo significado que nas denominações dos seguintes países: República Popular Democrática da Coréia do Norte e República Popular Democrática da China. É a mais cínica aplicação do duplipensar orwelliano. Democracia é Totalitarismo.

 

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