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Escrito por Olavo de Carvalho
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Em toda política genuinamente conservadora que se observa ao longo dos tempos, a ordem divina nunca é um princípio positivo a ser "realizado", mas apenas um limite que não deve ser transposto, um critério negativo de controle e moderação das presunções humanas.
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Escrito por Klauber Cristofen Pires
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Eu vou comentar mais uma vez sobre as constantes críticas que os conservadores lançam sobre os liberais. A idéia corrente entre eles é a de que os liberais oferecem como proposta para a sociedade tão somente um plano formal de eficiência econômica, e são destituídos de coisas como valores morais ou religião.
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Escrito por Felipe Cherubin
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O Diário da Felicidade, de Nicolae Steinhardt (1912-1989), é uma surpresa no circuito editorial brasileiro. Afinal, por que publicar um livro de memórias de um monge ortodoxo romeno aqui desconhecido? Primeiro, porque O Diário da Felicidade é um documento histórico, esforço pessoal do monge Nicolae para preservar a dignidade humana e manifestar resistência espiritual por meio da literatura, sendo uma resposta ao fenômeno totalitário, isto é, da capacidade humana de resistir e realizar sua plenitude, mesmo diante de intensa privação. Segundo, O Diário é uma obra-prima literária que transita por uma lista infindável de autores da cultura humanística, num verdadeiro espírito de abertura intelectual. Texto confessional na tradição socrático-agostiniana, nele a preservação da memória e a confissão sincera são aspectos indissociáveis que moldaram a vida e o pensamento do monge e revelam, sobretudo, o lado mais perverso da cultura e da política romena sob o regime comunista, entre 1947 e 1989.
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Escrito por Antonio Gonçalves Filho e Felipe Cherubin
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O Diário da Felicidade, primeiro livro do monge ortodoxo romeno Nicolae Steinhardt publicado no Brasil, chega às livrarias para apresentar ao leitor um autor praticamente desconhecido. Steinhardt, no entanto, foi um dos pensadores mais intrigantes da cultura romena no século 20. Nascido em Bucareste, no seio de uma família judia, teve formação jurídica e logo se tornou crítico literário, manifestando profunda erudição.
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Escrito por Percival Puggina
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Sepúlveda deixou claro a quem pertence. Ele acha o Programa o máximo. Ele se escandaliza com os que se escandalizam lendo o programa. E considera abusivo que se aborde em eleições presidenciais temas como anistia, direito de propriedade, liberdade de imprensa, autonomia do judiciário, e aquilo que os norte-americanos denominam traditional values.
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Escrito por Percival Puggina
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Se houvesse efetivo compromisso de nosso governo com democracia e direitos humanos, seus representantes não se posicionariam contra quaisquer decisões da ONU que reprovem a situação de países como Cuba e China.
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Escrito por Denis Rosenfield
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O socialismo foi tomado como sinônimo de um golpe militar ao estilo da tomada do Palácio de Inverno pelos bolcheviques na Rússia, da guerra civil na China ou dos assaltos a quartéis por Fidel Castro e Guevara, em Cuba. É como se não houvesse outro meio de conquista do Estado, voltando-o, aí, contra a sociedade. Há, porém, uma outra via, a “democrática”, de acesso socialista ao poder. Chamemos a primeira de via “oriental” e a segunda, de via “ocidental”.
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Escrito por Ludwig von Mises
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Um dos traços característicos de nossos dias é o uso de muitos nomes para designar uma mesma coisa. Um sinônimo de socialismo e comunismo é "planejamento". Quando falam de "planejamento", as pessoas se referem, evidentemente, a um planejamento central, o que significa um plano único, feito pelo governo - um plano que impede todo planejamento feito por outra pessoa. No sistema socialista, tudo depende da sabedoria, dos talentos e dos dons daqueles que constituem a autoridade suprema. O que o ditador supremo - ou seu comitê - não sabe, não é levado em conta.
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Escrito por Olavo de Carvalho
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A "direita" continuará caindo de derrota em derrota enquanto não parar de esfarelar suas forças numa confusão de investidas parciais e concessões suicidas e não começar a dirigir seus ataques ao coração mesmo do inimigo.
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Escrito por Klauber Cristofen Pires
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Nas últimas férias dediquei-me à leitura da obra de Thomas J. DiLorenzo, How Capitalism Saved America. Para os "austríacos" mais iniciados, a parte teórica não traz muitas novidades, mas é recheada de interessantes fatos históricos num tempo que, de tão isento, nem se falava ainda de capitalismo ou de socialismo.
Os seus principais méritos precisam ser reconhecidos em relação ao que se propõe o autor: conversar com o público leigo, utilizando-se de uma linguagem clara, direta e agradável, para mostrar como o capitalismo foi o responsável por erigir os Estados Unidos da América à posição de nação mais rica do mundo, malgrado todas as interrupções históricas marcadas por atos de sabotagem cometidos por políticos, grupos de interesses, e ultimamente, pela intensa campanha ideológica socialista.
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Escrito por Klauber Cristofen Pires
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Lula é o responsável pelo mensalão; Lula luta pela legalização do aborto, Lula quer os crucifixos fora das escolas, hospitais e repartições públicas; Lula é aliado do MST e defende as invasões e desapropriações de terras; Lula é amigo e cúmplice de Hugo Chaves, Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa, de Ahmadinejad, do regime chinês, do genocídio no Sudão e de todos os ditadores do continente africano...
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Escrito por Klauber Cristofen Pires
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Quem é que se apresente como um liberal e se utilize da teoria do utilitarismo está, na verdade, defendendo uma forma de socialismo, desde que com isto promova a legitimidade de meios não-originários e não-contratuais de aquisição da propriedade.
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Escrito por Alceu Garcia
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O fracasso do socialismo como princípio de ordenamento social é hoje evidente para qualquer pessoa sensata e informada – o que exclui, é claro, os socialistas. Estes, porém, insistem que o malogro coletivista foi um mero acidente histórico, que a teoria é fundamentalmente correta e que pode funcionar no futuro, se presentes as condições apropriadas. Tentarei demonstrar nesse texto, recorrendo na medida das minhas limitações aos ensinamentos da escola austríaca de economia, que absolutamente não é esse o caso, que a teoria econômica (para não falar dos fundamentos filosóficos, éticos, sociológicos e políticos!) do socialismo é insustentável em seus próprios termos, e que ipso facto os resultados calamitosos constatados pela experiência histórica são, e sempre serão, uma consequência inevitável de uma ordem (rectius: desordem!) socialista
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Escrito por Jesús Huerta de Soto
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As ideias essenciais de Mises sobre o socialismo foram sistematizadas e incluídas no seu grande tratado crítico sobre este sistema social, cuja primeira edição se publicou em alemão em 1922, sendo posteriormente traduzido para inglês, francês e, finalmente, para espanhol, com o título de Socialismo (Mises, 1989). É importante sublinhar que o argumento de Mises sobre a impossibilidade do socialismo é um argumento teórico relativo ao erro intelectual que está presente em qualquer ideia socialista, uma vez que não é possível organizar a sociedade através de mandatos coercivos, dada a impossibilidade de o órgão de controlo obter a informação de que necessitaria para o efeito.
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Escrito por Movimento Endireitar
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Escrito por Olavo de Carvalho
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Musicalmente, alguns preferem Tristão e Isolda, mas, em matéria de força dramática e riqueza de significado, a ária final de Wotan em As Valquírias, “Leb Wohl” (“Adeus”), é sem dúvida o cume da obra de Richard Wagner. Que é que isso tem a ver com o Natal? Espere um pouco e deixe-me relembrar a cena.
Pressionado por sua esposa Fricka, que lhe cobra seus deveres de mantenedor da ordem cósmica, Wotan, o equivalente germânico de Zeus, promete, a contragosto, punir com a morte seu neto Siegmund, culpado de adultério e incesto com sua irmã Sieglinda. Para isso, ele envia sua filha mais querida, Brunilda, ao local onde o marido de Sieglinda vai duelar com Siegmund, para assegurar que Siegmund, privado de todo auxílio divino, seja morto no duelo. No momento decisivo, Brunilda deixa-se tomar de compaixão por Siegmund e, descumprindo a ordem recebida, tenta protegê-lo. Wotan tem de intervir pessoalmente, fazendo em pedaços a espada mágica de Siegmund e deixando que ele seja morto pelo marido de Sieglinda, Hunding. Tão logo termina o duelo, Wotan, desgostoso consigo próprio e cheio de desprezo pelo vencedor, mata Hunding com um simples sopro. Agora o rei dos deuses tem de punir a filha, para não permitir que um ato de traição perturbe a ordem do Valhalla, o céu dos deuses germânicos. Atormentado pelo conflito insolúvel entre o dever de governante e o amor paterno, Wotan queixa-se de que, entre todos os seres, o mais miserável e sofredor é ele próprio. No instante em que ele se prepara para matar Brunilda, ela apela à compaixão do pai, pedindo que a sentença de morte seja substituída pela de expulsão. Wotan abraça ternamente a filha e a faz adormecer numa montanha protegida por um círculo de fogo, prometendo que nenhum homem indigno tocará nela e que, ao despertar como criatura humana, desprovida de poderes divinos, ela terá por marido um nobre guerreiro que a protegerá de todos os males. Wotan despede-se da filha e, enquanto ela adormece, sai cabisbaixo, derrotado pelo seu próprio poder.
Esse episódio marca o instante em que a ordem do mundo mitológico entra em contradição consigo própria e descobre o seu limite. No mundo dos deuses não há lugar para a compaixão. Só no mundo humano Brunilda poderá desfrutar os benefícios do perdão que o pai tão ardentemente lhe deseja conceder. Nesse momento, a lei dos deuses admite que há uma justiça superior à do próprio Wotan-Zeus. A ordem cósmica só pode ser restaurada mediante o sacrifício de Wotan, mas ele próprio entende isso como um sofrimento absurdo, uma incongruência, uma irregularidade. Quando Brunilda despertar, ela estará num novo mundo, onde o auto-sacrifício do deus não será mais uma irregularidade, e sim o princípio mesmo da lei que rege o universo. O Deus invisível e sem nome que impera muito acima de Wotan oferece o seu próprio Filho em sacrifício, porque sabe que nenhum sacrifício humano pode restaurar a ordem: só o sangue do próprio Deus tem esse poder. O adeus de Wotan é o mundo antigo que se despede, baixando a cabeça ante uma ordem superior a que o próprio Wotan obedece, mas que ele não pode compreender.
É o advento desse mundo novo, a tomada de consciência universal dessa nova ordem, onde o perdão não é a exceção mas a regra, que se celebra no Natal. O gesto incomum de Wotan será aí a lei geral e eterna, que restaura a ordem do mundo não uma vez, mas a cada instante, de novo e de novo, injetando no mundo finito novas e novas possibilidades que vêm do amor infinito. Ao adeus de Wotan, baixado o pano sobre a cena mitológica, segue-se o nascimento de Cristo, o advento da Nova Aliança onde Brunilda será perdoada não uma vez, mas vezes infinitas. O perdão não é um ato raro e excepcional, que quase às escondidas ludibria a ordem cósmica em nome do amor paterno. Ele é a lei fundamental do universo, a base mesma de toda existência.
ftp://camerata.mine.nu/hines/Jerome%20Hines-Leb%20Wohl%201961%20Bayreuth.mp3
Fonte: http://www.olavodecarvalho.org
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Escrito por Nivaldo Cordeiro
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De novo o tempo de Natal. Seu sentido será sempre celebração e renovação. Ao lado do sentido na vida, que não é dado a conhecer previamente aos viventes, é também claro que há um elemento cíclico inerente àqueles inseridos no tempo histórico. O Deus-menino é também essa renovação, esse elemento de esperança e confiança de que são possuídos aqueles que têm fé.
Na mensagem do ano passado fiz um balanço das coisas acontecidas para mim. Viver é enfrentar o mal, na tentativa continuada de se contemplar o bem. É muito mais fácil abraçar a ignorância que diz sim ao Maligno e não a Deus. O mal é sedutor, o mal é fácil. "Entrai pelo caminho estreito, porque largo e espaçoso é o caminho da perdição" (Mt 7-13). O bem, todavia, é o que salva e o que dá sentido a tudo. Ele só pode ser alcançado mediante um grande esforço individual de despertar, de conhecer, de descobrir a presença inefável de Deus.
Os anjos do Senhor habitam por toda parte e muitas vezes se manifestam pela mão daqueles que nos cercam. Distribuem dádivas, pela vontade de Deus. O bem é produto da bondade de Deus e vem de modo gratuito e inesperado. Na minha vida tem sido assim; mesmo quando as trevas mais sombrias se abateram sobre mim eu vi a mão benfazeja conduzindo-me de volta ao caminho iluminado.
Minha palavra é esse testemunho para que se confie nos desígnios de Deus. Falo especialmente para aqueles que possam estar vivendo em situação de desespero. Confie! A tendência humana é querer controlar tudo, as circunstâncias que nos cercam. Vã tentativa. A realidade que nos cerca é dada, sobre ela não temos poder algum. Muitas vezes as armadilhas da vida nos levam para a floresta escura e a loba devoradora nos olha nos olhos, à espera do nosso desespero. É preciso confiar. Sem a confiança será inevitável a destruição e o desespero da destruição, a desesperança. O Natal de Cristo é sempre a mensagem de que o bem de novo sempre vem.
Meu caro leitor, que a benção do Menino Jesus se derrame sobre você e sua família e que de novo a Esperança triunfe. Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para você e sua família.
Fonte: http://www.midiasemmascara.org
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