Percival Puggina - a política como ela deve ser!
    
Home PageInformações sobre o siteEnviar e-mailNoticias On-LineCotações On-Line
..: Primeira Página
» EDITORIAL
» ARTIGOS PUBLICADOS
» ARQUIVOS ESPECIAIS
» GAFES DO LULA
» BOAZINHA DA SEMANA
» MENSAGEM CRISTÃ
» QUEM É PUGGINA
..: Textos Escolhidos
» OUTROS AUTORES
» FIQUE SABENDO
» HUMOR POLÍTICO
..: Publicações
» DO AUTOR
» CADERNOS DE
     AÇÃO POLÍTICA
..: Interação Web
» SITES RECOMENDADOS
» ASSINAR NEWS LETTER
» RECOMENDE ESTE SITE
..: Enquete

..: Agenda
Participação em programas de rádio, TV e conferências de Percival Puggina.

 


  Editorial  

ABUSO DE UNS, OMISSÃO DE OUTROS

Quase ninguém gosta de ser avaliado. Há quem fuja até de exames médicos imprescindíveis. Estudantes detestam provas. Se você quer ver um sindicato de professores rodando a baiana basta sugerir uma avaliação sistemática da qualidade do ensino. No setor público, criam-se Planos de Cargos e Salários para carreiras que utilizam formulários de avaliação periódica, mas não se tem notícia de que alguém tenha sido demitido por incompetência. Aceita-se de bom grado prêmio por elevado desempenho, contanto que não haja punição ao mau desempenho e não se sustem os progressos automáticos nas carreiras.

Em 1996, foi instituído o Provão, com o objetivo tornar conhecido o nível e estimular a qualificação das instituições de ensino superior do país através de provas aplicadas a seus alunos, por método de amostragem estatística. A coisa não funcionou devido ao boicote de estudantes e professores. Tratava-se, então, de intolerável medida em favor da competição, coisa de FHC, aquele neoliberal como se sabe. No governo Lula, o Provão foi substituído pelo Enade - Exame Nacional de Desempenho de Estudante. E então, malgrado protestos da UNE e de alguns professores, acabou sendo levado a sério e vem alcançando seus objetivos no estímulo à qualificação dos cursos superiores.

No último dia 9 de novembro foi realizado o exame de 2008. Uma das questões comuns a todos os cursos informava que os países da União Européia estavam sistematizando suas leis de proteção às mulheres. Em seguida, apresentava aos alunos alternativas sobre temas que, a seu juízo, deveriam estar necessariamente contidos nessa legislação. A alternativa considerada como certa era esta: "violência doméstica e aborto".

O gestor público que aprovou o conteúdo dessa prova e o respectivo gabarito incorreu em incitação ao crime e estabeleceu, por outro lado, no ambiente acadêmico, o delito de opinião. De fato, dado que aborto é crime, determinar com a segurança de um gabarito oficial que o aborto é uma coisa boa para as mulheres, constitui estímulo ao cometimento desse mesmo crime. E, considerando que a questão tem conteúdo opinativo, discordar do que pensa a autoridade pública nessa matéria foi conduta punida com redução de nota no exame. Incitação ao crime e censura à opinião divergente.

Muitos abortistas são serpentinos e incansáveis na sua malignidade. Derrotados em votações no Congresso e em todas as pesquisas de opinião pública, colocam seu desejo de sangue inocente acima da democracia e do império da lei. A pergunta e a resposta têm, claramente, o intuito de impor opinião onde ela não cabe, dada a impossibilidade de vencer o debate onde ele pode e deve ser estabelecido. É lamentável que, decorrida uma semana do exame, nenhuma autoridade tenha intervindo no assunto, não apenas para anular a maliciosa questão, mas para responsabilizar quem a aprovou.







..: Preste Atenção

1683480
Desenvolvimento e Manutenção: Trautmann INC